TRATAMENTO DO CÂNCER DA PRÓSTATA



O tratamento do câncer da próstata irá depender de alguns fatores como:


· idade do paciente,

· o tipo histológico do tumor,

· se doença está localizada na próstata,

· se têm metástases na época do diagnóstico.


A idade do paciente no diagnóstico é importante para a indicação tratamento mais radical, como a cirurgia, principalmente para o individuo que possua uma expectativa de vida acima de 10 anos, por outro lado, além da idade, ter alguma doença que aumente o risco da cirurgia devemos propor tratamentos menos agressivos como a radioterapia ou até somente acompanhamento vigilante, principalmente nos tumores de baixo risco de progressão.


No Adenocarcinoma da Próstata (tumor maligno) utilizamos a Classificação de Gleason, que pode mostrar fator de prognóstico, como o risco de progressão da doença. O patologista informa no laudo de acordo com grau de indiferenciação celular do tumor encontrado na biópsia, a Classificação de Gleason, isto é feito, somando os dois tipos histológicos mais frequentes encontrado na biópsia, que pode variar de 1 a 5, cuja a soma pode chegar até 10, que nesta situação, encontra-se um tumor que é potencialmente muito agressivo, necessitando de tratamento multimodal (vários tratamentos) para controle da doença, por outro lado, indivíduos com Gleason menor ou igual a 6 podemos até propor o tratamento observacional, chamado vigilância ativa, mas que requer um acompanhamento bem de perto pelo urologista, com toque retal e o exame PSA semestral e a depender da evolução serão realizado Ressonância Magnética da próstata seriadas e que em algumas situações que sugere progressão da doença será necessário até repetir a biópsia da próstata, encontrando piora na Classificação de Gleason, indica-se tratamento específico, como a cirurgia ou a radioterapia.

O tratamento radical curativo do câncer está indicado quando a doença está confinada dentro próstata e não se espalhou localmente e nem a distância, que quando ocorre é chamado de metástase. Assim quando o tumor está localizado, individuo com expectativa de vida acima de 10 anos e não tenha doença que aumente o risco cirúrgico está indicado a Prostatectomia Radical.


A Prostatectomia Radical pode ser realizada por via convencional, laparoscópica ou robô assistida. Sendo que do ponto de vista de controle oncológico da doença, a disfunção erétil ou a incontinência urinária que são as complicações mais temíveis, os trabalhos científicos têm demostrado que os três métodos são semelhantes quando se compara essas complicações a longo prazo. A cirurgia laparoscópica ou a robô assistida tem demostrando uma menor perda de sangue durante a cirurgia, bem como menos desconforto dolorosos no pós-operatório imediato, porém com custo hospitalar mais elevado.


Por outro lado, se na época do diagnóstico, a doença já esta avançada com metástases, não existe terapia para curar a doença. Mas existe muitas alternativas para retardar a evolução da doença. Quando a doença está avançada somente localmente, na região em torno da próstata, podermos ofertar radioterapia associado à hormonioterapia, com boa sobrevida. A hormonioterapia está sempre indicada nos tratamentos iniciais devido a dependência do crescimento do tumor do hormônio chamado testosterona, isto faz retardar o crescimento tumoral. Porém, com evolução da doença, o tumor irá tornar-se resistente à hormonioterapia, aí sim, iremos lançar mão da quimioterapia sistêmica para tratar esta doença.


Assim o melhor tratamento do câncer da próstata é a prevenção, não existe meio de prevenir a doença, mas com o diagnóstico precoce pode-se curar mais de 90% dos casos, na fase inicial da doença.


Dr. Humberto Montoro

Instituto de Urologia de Maceió

(82) 3241 - 3000

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